Por Alternativa Socialista/PSOL

Prestes a completar seis meses no governo municipal de Belém, Edmilson Rodrigues, prefeito eleito pelo PSOL, anunciou que aplicará a Reforma da Previdência de Bolsonaro e outros ataques aos servidores públicos da capital. Estamos ao lado da classe trabalhadora e contra o ataque de Edmilson. A Direção Nacional do PSOL deve exigir de forma intransigente que o prefeito pare o ataque. O PSOL não deve ser gerente do capital.

No último dia 21, em reunião com organizações representantes dos servidores municipais de Belém sobre a campanha salarial, a prefeitura anunciou que aumentará a alíquota de 11% para 14%, parte da Reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Como se não bastasse o salário base dos servidores ser de R$857, muito inferior ao próprio salário mínimo, Edmilson não fará nenhum reajuste com a desculpa de impedimento pela EC 173/20 e da LRF. Segundo o SINTEPP, “acenou com a possibilidade de reajuste para R$ 80,00 em junho de 2021” no vale alimentação. Uma mixaria.

Os trabalhadores lutaram arduamente em 2019 contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro e do acordão burguês representado por Rodrigo Maia (DEM). Infelizmente sofremos uma dura derrota. Não tardou muito para a esquerda da ordem, PT e PCdoB, também aplicar a destruição da previdência nos estados onde governa, mostrando o que são na realidade: quinta coluna do governo Bolsonaro.

A prefeitura em Belém é a primeira experiência de peso do PSOL no executivo. Frente ao governo genocida de Bolsonaro, de extrema-direita, que ataca constantemente a classe trabalhadora, as minorias e povo pobre, é responsabilidade do PSOL organizar os explorados e oprimidos pelo Fora Bolsonaro e Mourão, não é tarefa do nosso partido ser gerente e salvador das finanças da burguesia. A luta de nossa classe contra os patrões e seus interesses é a única garantia de melhorar a vida das maiorias, e não a gestão da pobreza e exploração capitalista.

Não é a primeira vez que Edmilson sinaliza que pode ser um “bom gerente”, o fez quando governou Belém entre 1997 e 2004, ainda no PT. Dessa vez, a tendência é que os governos sejam cada vez mais austeros. O capítulo que agora se abre é parte do projeto de “refundação” do PSOL capitaneado pela maioria do partido. O PSOL não pode repetir o caminho do PT com a conciliação de classes.

Governar para o capital é trair a classe trabalhadora e o povo pobre. Edmilson deve escolher um lado, se for o dos patrões, que saia do PSOL. O PSOL deve ser um instrumento da luta de nossa classe contra os nossos inimigos.

Exigimos que Edmilson pare imediatamente o ataque e garanta o aumento salarial e de direitos aos servidores municipais de Belém. Também é urgente que rompa a relação política que tem com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). A resposta dos trabalhadores ao ataque só deve ser uma: Greve Geral para derrubar as reformas!