Afeganistão: o país das tragédias sem fim


Imagine que você seja um jovem, pouco mais de 30 anos, formado em universidade. Com seu diploma universitário, por cerca de cinco anos você bateu de porta em porta nas instituições governamentais e empresas privadas na esperança de encontrar um emprego, mas sempre recebendo um não. Sem outra opção, com muito esforço você compra um carrinho de mão e passa a vender frutas e verduras. No entanto, seus ganhos diários não passam de 10 a 50 Afeganes. Você tem dois filhos e esposa para alimentar e um pequeno pedaço de pão custa 10 Afeganes. Além disso, nem sempre é possível ganhar essa quantia de dinheiro todos os dias. Como estamos numa pandemia, a maioria das instituições estatais estão fechadas, empresas privadas faliram e os salários dos trabalhadores não são pagos. Milhões de pessoas estão desempregadas sem conseguir atender as necessidades, sem falar que há períodos que você não pode vender frutas e vegetais, não ganhando sequer o pouco dinheiro mencionado. Além de tudo isso, circulam rumores de que o Talibã, um vírus pior que a Covid-19, já está na entrada da cidade.


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Peru: a pátria, o futebol e o macartismo


Há uma dura partida contra a esquerda nas eleições do Peru, com segundo turno marcado para o próximo domingo, em 6 de junho. Doze jogadores da Seleção Nacional se manifestaram contra o comunismo em campanha dissimulada contra o candidato Pedro Castillo. Mesmo sem dizer, jogaram por Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso. Sobre ela, pesa uma ordem da promotoria de 30 anos de prisão por lavagem de dinheiro e outros crimes.


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