Nós, do Bloco da Esquerda Radical do PSOL, queremos expressar nosso apoio à denúncia que um conjunto de correntes e militantes do Estado de Pernambuco e da cidade de Recife vem fazendo. Esta denúncia, expressada em um recurso ao DN, põe em evidência não só um direcionamento político errado, mas também a um ataque à democracia interna do partido e a seu próprio estatuto, pela atual maioria na direção municipal do PSOL.

No DM do Recife, ignorando o debate coletivo e a ligação com as bases, 4 dirigentes de um diretório de 7 membros decidiram cancelar o processo pré-eleitoral que deveria ter início estatutariamente, já que 2 pré-candidatos para prefeito da cidade haviam sido apresentados. Um método inaceitável que expressa a intenção manifesta de converter este partido em um aparelho antidemocrático onde a liderança decide e a base cumpre. Sempre lutamos contra estes métodos junto com milhares de camaradas que fugiram destas experiências e estão apostando em um PSOL onde as bases decidem. Hoje, vemos com grande preocupação que este método está sendo replicado em diferentes cidades ou Estados, e é por isso que chamamos a direção majoritária para interromper este caminho equivocado e apostar no método saudável de consulta permanente às bases e o respeito ao estatuto democrático que fomos capazes de construir.

Infelizmente, a razão por trás deste método antidemocrático é uma virada política em direção à conciliação de classes que liquida o projeto político que fundou o PSOL. A traição do PT que definiu governar para o capital e ser um agente direto do imperialismo, garantindo os lucros capitalistas, levou à fundação do PSOL como um projeto socialista e de independência de classe. Hoje, vemos como o PT e todo o arco do progressivismo, mantem uma política a favor de acalmar a raiva de um povo que já disse não a Bolsonaro e a todo seu governo e deseja o colocar pra fora. A aposta dessas direções (com Lula e o PT à frente) é manter o governo até as próximas eleições de 2022. Uma política criminosa que empurra grandes setores da população que sofre com este governo para a miséria e a morte.

Não podemos, mais uma vez, deixar o espaço político a ser aproveitado por qualquer expressão da direita ou dos empregadores. Se “refundarmos” o PSOL e nos aliarmos àqueles que iludiram e traíram, estaremos no mesmo caminho. Nós propomos o inverso. Sejamos defensores radicais dos direitos dos trabalhadores, dos precarizados, dos desempregados, dos sem-teto, das mulheres, LGBTQIs, dos povos indígenas, da periferia. Sejamos aquela alternativa política que muitos buscam para realmente enfrentar a direita e o bolsonarismo.

Convocamos o conjunto das correntes e militantes do PSOL a dar juntos esta batalha. Vamos defender o Partido do Socialismo e da Liberdade e ser uma opção de esquerda socialista e radical para os e as que lutam.

ESQUERDA RADICAL DO PSOL:

Alternativa Socialista – AS;

Corrente Socialista de Trabalhadoras e Trabalhadores – CST;

Grupo de Ação Socialista – GAS;

Liberdade e Revolução Popular – LRP;

Luta Socialista – LS;

PSOL pela base;

Socialismo ou Barbárie – SOB.

Plínio de Arruda Sampaio Júnior – Professor da Unicamp

Babá – Vereador PSOL Carioca

Renato Cinco – Vereador PSOL Carioca

Ângelo Balbino – Executiva do PSOL DF

Danilo Bianchi – Diretório Nacional do PSOL

Diego Vitello – Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

Douglas Diniz – Executiva Nacional do PSOL

Gesa Linhares Correa – Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas

Joice Souza – Diretório Nacional do PSOL

Liliana Maiques – Executiva Municipal do PSOL Carioca

Nancy Galvão – Secretaria Executiva Nacional da CSP CONLUTAS e Executiva do PSOL/SP. Silvia Letícia – Executiva Estadual do PSOL Pará


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