Por Maher Khazaal

Como em todo o mundo, o governo libanês aproveitou a pandemia para fazer mais ajustes contra o povo usando a repressão, começando por acabar os locais dos manifestantes e aplicando a quarentena de forma injusta.

No dia 26 de janeiro, após meses de paralisia nas ruas, as massas voltaram as ruas em Trípoli, intitulada desde 17 de outubro “a esposa da revolução”, para manifestarem contra a nova quarentena aplicada que deixou milhares sem trabalho. A resposta do sistema foi a mesma, aplicou mais repressão às pessoas que reivindicam direitos básicos com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Quando viram a resistência usaram munições letais contra os manifestantes na tentativa de quebrar as colunas e não deixar as massas chegarem ao prédio do governo. Mesmo com toda a repressão, conseguiram chegar e queimaram o prédio.

Ao mesmo tempo, diferentes grupos em outras cidades bloquearam as principais rotas para apoiar Trípoli e enfraquecer o foco da repressão ali.

Nós, do Movimento Juventude por Mudanças apoiamos as mobilizações em todo o país, divulgando e convocando as pessoas a retomarem as ruas em Beirute. Insistimos na necessidade da unidade da esquerda e não esperaremos até o último minuto, como aconteceu no ano passado.

Em breve enviaremos um comunicado mais abrangente sobre o que está ocorrendo em nosso país e a evolução das manifestações, nas quais estaremos acompanhando braço a braço nas ruas.