Trabalhadoras e trabalhadores dos Correios protagonizam uma greve histórica. Em um cenário complexo pela pandemia, crise econômica e tentativas de ataques contra a classe trabalhadora e o povo pobre, estão lutando pata impedir que “a boiada” do governo Bolsonaro passe: a tentativa deprivatização da empresa estatal.

A luta por condições trabalhistas conquistadas com a força dessa combativa categoria, está unida à luta contra o projeto privatista de Guedes-Bolsonaro-Floriano. É por isso que a categoria de ponta a ponta no país, se utilizando do método democrático das assembleias, impulsionam uma greve geral por tempo indeterminado, enfrentando o governo nacional que, em parceria com a grande imprensa, realizam uma enorme campanha contra o patrimônio do povo brasileiro.

Com mais de três séculos desde o Correio-Mor e mais de cinco décadas desde a criação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios não pode ser resumido a um serviço de “entrega de encomendas”. É importante compreender este serviço primeiro como essencial; estratégico, ao compreendemos como rede de comunicação em todo o país; e de soberania, a decisão do povo brasileiro sobre seu patrimônio. Tudo isso está em jogo. O governo Bolsonaro pretende entregar a preço de banana nosso patrimônio para as aves de rapina imperialistas.

Não é de hoje que os Correios sofre uma série de ataques e tentativas de desmontes da autonomia nas decisões sobre o futuro da empresa, sendo tomadas de cima e sob os mandos das gestões federais, a perda de espaço no setor de atuação, ataques aos direitos trabalhistas já conquistados e a não realização de concursos públicos para frequente reposição da categoria. Ou seja, a conta é sempre paga pelas trabalhadoras e trabalhadores dos Correios. É preciso dar um basta!

As principais direções sindicais e políticas da classe trabalhadora estão criminosamente isolando esta importante greve. A luta que tem na ponta da lança as trabalhadoras e trabalhadores dos Correios é também de todas as categorias e, sua derrota ou vitória, terá um efeito no conjunto das mobilizações em curso. Esse é o momento de enfrentar Bolsonaro e deter seus planos de guerra contra nosso povo. É preciso dar o esforço e aproveitar que o governo também enfrenta debilidades dos conflito que não param de surgir, da crise econômica, social e política. Se não lutamos nem fortalecemos as mobilizações, deixaremos passar a boiada. Não adianta chorar pelo avanço da extrema-direita se não a enfrentamos consequentemente quando temos a oportunidade.

Vamos fortalecer a greve dos correios, levando a solidariedade e apoio do conjunto das categorias, sindicatos e os partidos de esquerda. É preciso que amplifiquemos a voz da categoria e de nossa classe para dar um basta nos ataques! Por condições de trabalho dignas e em defesa dos Correios 100% público, estatal e do povo!

Não à privatização dos Correios!

Contra o sucateamento e destruição feito pelo governo!

Defender o Acordo Coletivo já firmado! Não à retirada de direitos!

Equipamentos de trabalho para evitar a contaminação por coronavírus!

Defender os Correios para o povo!

Defender os Correios para garantir a soberania nacional!

Exigir que as Centrais Sindicais, movimentos e partidos da classe trabalhadora apoiem e participem na greve!

Defender todos os direitos, as vidas e os empregos!

Correios 100% estatal, público, democrático e sob controle das trabalhadoras e trabalhadores!

Fora Paulo Guedes, entreguista!

Fora Floriano Peixoto, capacho!

Fora Bolsonaro e Mourão!


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