O FASCISMO CAMINHA PELAS RUAS BRASILEIRAS

 

Andar pelas ruas do Brasil com um adesivo mostrando seu posicionamento político nunca foi tão perigoso como hoje. Todos os dias acordamos com alguma nova notícia e imagens de vítimas de agressões por parte de apoiadores do candidato fascista Jair Bolsonaro.

 

O simples fato de segurar uma bandeira LGBT, hoje pode lhe levar até a ser agredida e terminar com uma suástica estampada em sua pele com uma navalha. Este fato aconteceu em Porto Alegre, quando uma jovem foi agredida por três homens enquanto segurava uma bandeira LGBT com a frase “Ele Não”. A polícia, também fascista, tenta enquadrar o caso como crime de homofobia, quando claramente sabemos que foi um ato de intolerância política da parte dos seguidores do candidato protonazista.

 

Outro recente caso aconteceu em Recife, quando uma mulher estava em um bar e foi abordada por dois homens e uma mulher que lhe derrubaram e começaram a espancá-la pelo simples fato dela estar com adesivos da candidata ao governo Dani Portela (PSOL) e outro escrito “Ele Não”. Segundo relatos, a agressão tinha a intensão de matá-la e só não terminaram o “serviço” porque os funcionários do bar lhe levaram para a cozinha, onde tentou chamar a policia 3 vezes e não ter sido atendida.

 

Não ver semelhanças entre o movimento do candidato Jair Bolsonaro e seus apoiadores ao fascismo de Mussolini ou ao nazismo de Hitler é fechar os olhos para a possível chegada de uma fase tão obscura quando as citadas. O Brasil nas mãos de Bolsonaro corre reais riscos de mergulhar, ainda mais, em uma fase de total intolerância e crimes humanitários. Toda a raiva e ódio que já vemos caminhando de mãos dadas com o fascismo nas ruas do Brasil são apenas a ponta de um iceberg que poderá colidir a afundar todo um país que tão recentemente saiu de uma experiência de fascismo ditatorial onde até hoje famílias não tiveram o direito de enterrar parentes.

 

A esperança não tem medo e é hora de não ter medo de ocupar as ruas, todos juntos, mulheres, juventudes, trabalhadores, e construir com a força de massas uma organização revolucionária que possa frear qualquer possibilidade de avanço dos movimentos protonazistas.


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