Durante os dias 30 e 31 de julho e 1º de agosto, foi realizada a Conferência Latino-americana e dos Estados Unidos, convocada pela Frente de Esquerda e dos Trabalhadores – Unidade (FIT-U) da Argentina, uma frente integrada pelo Movimento Socialista dos Trabalhadores – MST, seção da Liga Internacional Socialista – LIS na Argentina. Compartilhamos abaixo o informe inicial e o encerramento da conferência central feita pelo companheiro Alejandro Bodart, dirigente do MST e coordenador da LIS. As organizações da LIS presentes no continente também participaram da conferência.

Informe de abertura da conferência central – Sábado 1/8

Bom dia a todos vocês, companheiros e companheiras. Em particular uma saudação especial da Liga Internacional Socialista, do MST, a todos os camaradas das delegações internacionais que nos acompanharam.

Acredito que a possibilidade desta conferência surgiu de acordos muito importantes, aos quais não vou me referir porque vamos apresentar documentos em comum, aqueles que convocamos para esta conferência, em uma resolução que contém todos os acordos.

Gostaria de me concentrar em três pontos que são importantes para começar a debater, não para encerrar este debate, mas para que possamos prossegui-lo posteriormente.

Um deles tem a ver com a caracterização da situação mundial, o que para nós é muito importante porque, para definir tarefas, temos que concordar sobre qual é a situação atual e, por sua vez, a dinâmica da situação. Este debate é muito importante porque ainda hoje temos debates com algumas correntes céticas. Por exemplo, essas correntes dizem que o grau de derrota do movimento operário e revolucionário é tão grande que não está mais colocada a revolução socialista. Tampouco a construção de partidos revolucionários. Tivemos um debate com o Secretariado Unificado da Quarta Internacional (SU – IV Internacional), que infelizmente pensa assim. Também há outras correntes que veem apenas uma viragem à direita em toda parte e acabam caindo no sectarismo, no propagandismo.

Neste momento, acreditamos que a pandemia, as consequências brutais da crise econômica, os golpes que o movimento de massas está recebendo e, sobretudo, a grande rebelião do povo americano, provocaram outro salto. Portanto, nós revolucionários precisamos começar a discutir se não estamos realmente no limiar ou na dinâmica de uma situação pré-revolucionária que se abre internacionalmente. É muito importante para nós realizarmos este debate. Isso significa que estamos à beira de tomar o poder como dizem muitas correntes pequeno-burguesas? De modo algum, camaradas, estamos muito longe da tomada do poder. É precisamente por isso que não estamos em uma situação revolucionária, o que exigiria grandes partidos revolucionários com peso de massas para definir a situação. A partir de todas as mudanças que estão ocorrendo, o que existe é um período em que veremos cada vez mais rebeliões e revoluções no mundo, e onde há cada vez mais oportunidades para construir as ferramentas que são indispensáveis. Por isso é importante discutir se é isso ou não. Existem mais oportunidades ou menos oportunidades para construir o fator subjetivo? Isto é fundamental para definir qualquer situação a favor dos trabalhadores e dos povos explorados do mundo.

Outro debate é aquele que para nós não tem nada a ver se é preciso ou não partidos amplos. Isso parece ser um debate simplista, realmente de baixo nível, porque para nós o problema dos problemas é: como construir partidos revolucionários? Camaradas, o SU não está representado nesta conferência, eles são os únicos que tem a estratégia de construir partidos com reformistas e não revolucionários, partidos amplos. Eles abandonaram a estratégia de construir partidos revolucionários porque não acreditam na revolução socialista. Todos nós, que estamos aqui, concordamos que devemos construir partidos revolucionários, partidos bolcheviques, partidos leninistas. Portanto, o que temos que discutir, o debate dos debates, é se os revolucionários devem virar as costas ou não aos processos objetivos de reagrupamento da vanguarda e do movimento de massas, que se desenvolvem independentemente de nós em vários países. Estamos convencidos de que aqueles que viram as costas aos processos objetivos e reais de reorganização da vanguarda do movimento operário em países onde há viradas à esquerda, não estão prontos a construírem partidos revolucionários. Este é o debate que temos.

Nos Estados Unidos, falar em construir um partido revolucionário com um certo peso, não um grupo de 5 ou 6, à margem de uma política para os milhares e milhares que se giram à esquerda, e estão se reagrupando no DSA, é uma lamentável utopia. Não há possibilidade de construir um partido revolucionário sem ter uma política para esses milhares de jovens nos Estados Unidos. Também não é possível se desperdiçarmos a tradição e o treinamento de centenas de quadros que foram formados dentro da ISO e que, desde sua crise, estão procurando uma saída e se reorganizando para retomar a tarefa de construir um partido revolucionário.

No Brasil, falar em construir um partido revolucionário, independentemente dos processos de reorganização ocorridos na classe trabalhadora brasileira, há muitos anos no PT e, quando o PT entrou em colapso, em torno do PSOL, é outra utopia completamente falsa. Ninguém foi capaz de provar uma construção à margem de tudo isso. Hoje, não se organizar em torno do Bloco da Esquerda do PSOL para lutar contra o processo de liquidação da direção majoritária é renunciar à construção de um partido revolucionário no Brasil. Vejam, há um exemplo categórico: foi um partido importante do trotskismo que quem quis se construir completamente à parte do PSOL, o PSTU. O que aconteceu com o PSTU? Se construiu como um partido revolucionário à parte do PSOL? Não. Foi dividido. Saíram em massa parte de sua direção, seus quadros mais importantes e parte de sua estruturação do movimento operário, em direção ao PSOL. O sectarismo, negando a realidade, só leva à regressão, não à construção de partidos revolucionários. É bonito nos debates internos, nos debates que temos nas sedes, mas não tem nada a ver com intervir na realidade. Poderíamos dar mais exemplos. Na Espanha, e particularmente na Catalunha, não vamos construir sem ter uma política, por exemplo, em relação à CUP. Não tenho mais tempo porque há muitos outros exemplos.

Agora, não se pode, de forma nacional-trotskista, afirmar que vamos exportar a experiência argentina para todo o mundo, como se a mesma coisa acontecesse em todo o mundo. A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores – Unidade (FIT-U), que é uma conquista, não é uma receita de bolo que se aplica em qualquer país. Não é assim, temos que ir à realidade de cada país. Devemos ter uma visão internacionalista, saber mais sobre a realidade de outros países para discutir uma política. O que temos que discutir é que, há países onde existem condições para a construção de frentes de esquerda e, infelizmente, temos que discutir porque elas não estão sendo construídas lá. Por exemplo, no Chile e na Espanha há condições de que, entre alguns que aqui estão, demos um passo. É por isso que temos que parar de falar de partidos unificados, outra irrealidade para ganhar uma ou duas pessoas, que não tem nada a ver com a verdadeira construção de um partido.

Temos que discutir na França se, após a quebra do NPA que se aproxima, vamos conseguir reagrupar novamente a esquerda revolucionária. Na Venezuela, se vamos conseguir fazer um terceiro bloco, sem seguidismo ao Maduro, mas também sem seguidismo das estruturas sindicais que estão com o Guaidó. Temos que discutir até mesmo na Argentina, como cuidamos da FIT-Unidade, como buscamos mecanismos democráticos para que ela não exploda. Ou seja, temos que discutir com base na realidade.

Outro debate importante é que tipo de organizações internacionais precisam ser construídas. Estamos convencidos de que, com a morte de Trotsky, o revisionismo fez quebrar a Quarta e surgiram mini-internacionais ligadas a um partido mais ou menos desenvolvido, que quer ser o pai, o tio, o avô de pequenos grupos ao redor do mundo, que pode doutriná-los e obrigá-los a fazer o que querem. Acreditamos que este modelo do partido-mãe falhou; é parte da crise que o trotskismo tem hoje. Temos que discutir como conseguimos juntar forças com os grandes partidos, que não querem seguir o PTS, o MST, a Izquierda Socialista, e muito menos os partidos nacionais. O que querem discutir é como fazemos uma internacional em termos de igualdade, como respeitamos as diferentes tradições das quais viemos, como aprendemos a conviver com as diferenças, como nós revolucionários vamos fazer uma nova tradição que realmente nos permitirá construir uma internacional. É isso que estamos tentando fazer a partir da LIS. É por isso que trabalhamos com os companheiros de A Luta, do Paquistão, o partido mais importante do trotskismo no subcontinente indiano. É por isso que estamos trabalhando com camaradas da Turquia, camaradas do Líbano, Irã, Iraque, que refletem outras realidades diferentes das da Argentina, das de Londres ou de Paris. É muito importante incorporá-los na construção de uma internacional, para ver se o trotskismo se torna um polo de referência das massas.

Para terminar, quando se fala de uma nova conferência, queremos ser francos. Não porque não a vemos, entendemos a necessidade do PO, um partido nacional, de fazer mais eventos deste tipo. Faremos isso no devido tempo. Mas viemos na semana passada de um Fórum Mundial de nossa juventude, participaremos de vários outros fóruns, temos nossa própria agenda. Na próxima semana, haverá uma conferência internacional da LIS. Vamos a um pré-congresso, temos que viajar assim que for possível à Ucrânia, onde vamos fundar um partido, à Bielorrússia, à Ásia. Somos uma organização internacional, não latino-americana ou argentina. Temos que consultar nossos camaradas. E sobre o boletim, quero responder a isso, dizemos que não achamos bom. Sabe por quê? Porque a partir da próxima semana se abre o pré-congresso do LIS, com um Congresso no final do ano, temos que fazer nosso próprio boletim com o desafio de fazê-lo em 14 idiomas, que é o que refletimos na LIS. Estão não nos é possível fazer outro boletim para discutir entre nós. Mas podemos usar nossos jornais para realizar algum debate.

Muito obrigado, companheiros e companheiras. Vamos continuar debatendo porque desta forma construiremos mais unidade. Comprometemo-nos a cumprir a resolução geral que vamos votar e, em cada país que estamos juntos, trabalhar em prol da união e da unidade política de nossas organizações. Muito obrigado.

Informe de encerramento da Conferência Latinoamericana e dos EUA

Após os longos debates que tivemos estes dias, e o de hoje, vou tratar de alguns dos debates mencionados. Antes de mais nada, gostaria de reivindicar a declaração que submetemos à votação, que foi o resultado de um trabalho coletivo e de um consenso. Este tipo de evento, estruturado por diferentes organizações nacionais e internacionais, só pode ser desenvolvido com base no acordo e no consenso. Por exemplo, concordamos que não votaremos em nenhuma outra conferência, por enquanto, nem em nenhum Boletim de discussão interno. Para avançarmos neste sentido, precisamos avançar com base em acordos sem desrespeitar nada, e nós temos uma agenda que nos impede de concretizá-lo. No entanto, isto não significa que não possamos continuar a realizar debates através de nossos meios. Sim podemos pensar, para o próximo ano, a possibilidade de realizar outro evento. Vamos sair da conferência com uma série de resoluções políticas muito importantes, que nos delimitam, a todos aqui, das diferentes direções reformistas e de outros setores da esquerda que, infelizmente, não se uniram a esta convocatória. Vamos sair e aplicar as resoluções, as campanhas e continuar avançando em um processo de unidade.

Um dos debates, em que se insiste, tem a ver com a caracterização do conflito entre os Estados Unidos e a China. A este respeito, acreditamos ser um erro muito importante minimizar a disputa interimperialista que vem se desenvolvendo entre estas duas potências. Consideramos isso um erro porque, esta disputa faz parte da situação internacional que está se desenvolvendo. Ela reflete por um lado um fato da realidade, o declínio do imperialismo americano que, embora ainda hegemônico, se deteriorou claramente em seu papel de polícia internacional. À medida que se torna cada vez mais fraco, ele apresenta uma dinâmica com mais atrito e não podemos descartar absolutamente nada. O que devemos ter certeza é que isto encorajará o conflito e a agressão. Temos que agir nesta realidade, porque por trás deste conflito temos que estabelecer uma posição muito importante e baseada em princípios. Nós, revolucionários, temos que disputar com o campismo que está tentando mostrar a China como uma alternativa revolucionária ao imperialismo norte-americano. Temos que fazer isto porque é muito importante trazer clareza ao movimento de massas sobre este assunto. O campismo não só atua em todos os processos mostrando alternativas que Venezuela, atua na Nicarágua, na Síria para propor que as alternativas a serem apoiadas são as supostamente menos ruins contra o imperialismo. Na realidade, ele realiza trabalhos de frear o movimento dos trabalhadores e da juventude. Dessa forma, este é um ponto muito importante.

Em segundo lugar, companheiros e companheiras, temos uma coincidência em que a situação mudou. Agora temos que discutir como defini-la. Acreditamos que entramos numa dinâmica que pode levar à abertura de uma situação pré-revolucionária em nível internacional. É muito importante, além disso, deixar para trás uma definição defensiva que via uma etapa sombria, já que estamos em uma etapa onde a correlação de forças começa a ser favorável aos trabalhadores. Isto não significa que não haja contradições, que não haja polarização e outros fenômenos.

Agora, o debate que temos é sobre como agir nessa situação. Penso que é um falso debate, entre alguns que estão aqui, se a estratégia é o partido revolucionário ou não. Precisamente, a resolução que estamos votando faz parte desse acordo, caso contrário, não poderíamos estar aqui realizando esta conferência. Portanto, na realidade, o debate é como construímos esses partidos revolucionários, esse é o verdadeiro debate que temos entre nós e que também é mundial. Temos que partir de uma realidade: nós revolucionários não encontramos o caminho para modificar a este problema. Como nos construímos? Como fazemos saltos na construção em uma etapa que cada vez mais vai proporcionar oportunidades e uma infinidade de contradições?

Acreditamos que existem correntes que tem uma concepção evolutiva de construção de partidos. Esta concepção evolutiva é mais tremenda no nível internacional. Camaradas, se nós revolucionários não nos juntarmos a outros, não poderemos construir grandes partidos revolucionários e dar saltos em nossa construção para resolver o problema dos problemas, que se tornarão cada vez mais agudos à medida que a rebelião crescer no mundo. Portanto, o que temos que discutir é que não podemos, em certos países onde existem processos, colocar-nos à margem dos processos organizacionais da vanguarda e do movimento de massas, que são captados por direções contrarrevolucionárias e reformistas, procurando levar a situação para outro lugar.

Gostaríamos muito que, nos Estados Unidos, a virada à esquerda que se dá e a enorme vanguarda da juventude e uma parte das massas viessem conosco, para a LIS. Mas isso não está acontecendo, porque o grande problema que temos é que essa virada à esquerda foi capitalizada pelo DSA com uma direção completamente reformista, que gira cada vez mais à direita. Se nós revolucionários não temos uma política contra este fenômeno, nós nos isolamos, facilitamos a quebra do processo por parte destas lideranças. Tenham cuidado porque sectarismo e oportunismo são dois lados da mesma moeda. Desistir da batalha é deixar mais fácil para as direções reformistas acabarem destruindo os processos.

No Brasil, o mesmo está acontecendo: não lutar a partir do Bloco da Esquerda contra o giro liquidacionista da direção majoritária do PSOL, é permitir que essa direção majoritária tenha sucesso em quebrar esse processo de reagrupamento. E isso não contribuirá para a construção de nenhum partido revolucionário.

Se discutiu sobre a Venezuela, que daria uma palestra. Na Venezuela, o que existe é uma derrota do movimento de massas. Houve um processo revolucionário que foi derrotado. Então, não podemos discutir nada que não comece com isto. O que aconteceu? A derrota é o que explica o recuo dos revolucionários, como um todo. Além disso, poderíamos discutir que táticas usamos, uma ou outra. Para sua informação, lhes digo o que está escrito, nós nunca consideramos o governo de Chavez como nosso governo. Agora, o que temos que discutir ali é que, infelizmente, todos nós recuamos. Gostaria que me dissessem, algum camarada do PTS, que dizem que nós que participamos com tudo no processo revolucionário, não crescemos por causa das táticas que aplicamos. Os camaradas da LTS/PTS, que não participaram do processo revolucionário venezuelano, cresceram? Vejo que eles são um grupo pequeno. Não me digam que vocês tem muitos leitores, porque nós também temos, na Venezuela, muitos leitores na página da Aporrea que influenciamos. Estou falando de militantes. São um grupo pequeno e isso é explicado porque houve uma derrota. Agora o que temos que discutir é como podemos nos reagrupar para enfrentar o governo de Maduro e a ala direita, algo que alguns companheiros (leia PSL-UIT) acham mais difícil. Temos que fazer um polo revolucionário para intervir melhor, agora que estamos começando a ver um pouco de reavivamento.

A questão do evolucionismo, na arena internacional, é pior. Vocês sabem o motivo? Não vamos construir uma grande internacional a partir de grupos fundacionais. É importante construir os grupos fundacionais, mas vamos construir uma grande internacional se conjugarmos com grandes partidos. E há grandes partidos, mas eles têm suas próprias tradições, têm sua própria bagagem teórica e política. Partidos do trotskismo, com quadros formados. Mas, sabem de uma coisa? Eles não querem que nós, argentinos, os dirijamos. Por exemplo, estamos ligados ao A Luta no Paquistão e eles não querem que os dirijamos, eles são um grande partido com 2.000 militantes, com muita elaboração, participam nacionalmente e tem relações em todo o subcontinente. Os camaradas do SEP, também uma das principais organizações da Turquia, não querem que nós os dirijamos. Na Austrália, eles não querem. Mas eles querem acrescentar uma internacional onde possam discutir como iguais, sem os partidos-mãe, sem que ninguém lhes diga o que fazer. Eles querem uma nova internacional, uma nova tradição, e nós acreditamos que é isso que precisa ser feito neste momento.

Finalmente, gostaria de fazer uma contribuição aos camaradas do Esquerda Diário. Nós, sinceramente, estudamos o Esquerda Diário, acreditamos que é uma contribuição. Não podemos negar. É uma contribuição que os camaradas fizeram e nós a estamos estudando, é uma coisa muito interessante. A elaboração coletiva tem que servir aos revolucionários para isso, para que todos nós colaboremos. Agora, nós lhe damos uma singela opinião. Não confundamos o fato de que, muitos leitores signifique adesão política ao nosso programa ou que ele está relacionado à militância. Ainda acredito no leninismo, precisamos de um partido estruturado que milite na classe trabalhadora, que carregue seu jornal de papel, que faça o trabalho cotidiano. O outro ajuda. Também sem nenhuma iniciativa da esquerda vamos superar os meios burgueses tradicionais, que são os que criam o senso comum. Vamos fazer isso com muita militância, com muita estrutura, se conseguirmos acertar politicamente.

Finalmente, somos muito felizes em nossa organização por existirem companheiros como o PTS, como o PO, que superaram a soberba de se acreditarem como a única força da esquerda. Há muitas pessoas soberbas aqui, nós teremos nossa parte, mas há outras que também tem. O abandono da ideia de que éramos os únicos revolucionários foi o que permitiu que o MST entrasse na FIT-Unidade. Creio que saber que não somos os únicos é a chave para o avanço da unidade entre todos nós.

Vamos sair daqui juntos, vamos tentar construir frentes de esquerda onde é possível, claro que, onde não é possível não vamos conseguir, mesmo que quiséssemos. Mas há lugares como Espanha, Chile e Venezuela onde é possível dar passos nessa direção. Na França, temos que discutir se podemos avançar juntos. Agora, vamos sair em unidade para impulsionar as lutas, para promover a unidade do classismo e para promover a unidade política da esquerda para lutar contra todas as variantes do sistema, contra o reformismo e contra a burocracia sindical. Muito obrigado.


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