Nesta quinta-feira (07/02), mais uma vez os servidores municipais da cidade de São Paulo se mobilizaram em manifestação contra o projeto de reforma à previdência no município. O ato em frente à Câmara de Vereadores – que aprovou o projeto no final do ano passado – foi duramente reprimido pela polícia militar de João Dória, governador do estado. É assim que os governos do PSDB tratam os servidores, à bala de borracha. Não custa lembrar dos inúmeros casos de repressão contra os professores no estado do Paraná durante os governos de Álvaro Dias (Atualmente no Podemos) e de Beto Richa, ambos governos tucanos.

Foi justamente debaixo de muita truculência que a prefeitura de São Paulo, comandada pelo também tucano Bruno Covas, conseguiu ver esse projeto ser aprovado pelos vereadores no dia 26\12 do ano passado. A intenção de “reformar” a previdência do funcionalismo municipal já vinha desde 2016, passando pelos governos de Fernando Haddad (PT), João Dória e agora Bruno Covas. Desde então, os trabalhadores vinham resistindo bravamente contra a retirada de seus direitos. Entre outras coisas, o projeto prevê um acréscimo na contribuição dos servidores para a aposentadoria, que subiria de 11% para 14%. É um verdadeiro “confisco” de parte dos salários, como tem sido dito pelos trabalhadores. Se esse percentual já parece absurdo, é bom lembrar que o projeto original previa que esse aumento fosse maior, chegando a 19%, porém os trabalhadores conseguiram barrar mais esse absurdo.

É em nome da revogação dessa reforma draconiana que os servidores decidiram começar o ano em uma greve unificada, que iniciou nesta segunda-feira (04/02). Não temos a menor dúvida de que essa não é apenas uma luta do funcionalismo paulista, e por isso acreditamos ser necessário que todas as organizações de trabalhadores, entidades de classe e movimentos sociais, cerquem de solidariedade os trabalhadores e trabalhadoras em greve. A derrota de um projeto como o SAMPAREV na maior cidade do país pode significar uma importante injeção ne ânimo nas massas trabalhadoras, e alimentar a disposição necessária para a luta que está por vir, contra a reforma da previdência de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Todo apoio à luta dos servidores paulistas, abaixo a repressão!

Pela revogação do SAMPAPREV!

Não à Reforma da Previdência!

Nenhum direito a menos!


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