Comuna de Paris: 150 anos do primeiro governo operário


“Serei implacável; o castigo será completo e a justiça inflexível… O chão está coberto de seus cadáveres; este horrível espetáculo servirá de lição”. Com estas palavras, Louis Adolphe Thiers, chefe do poder executivo da Terceira República Francesa, anunciou a derrota da Comuna. Cerca de 30 mil parisienses mortos, 45 mil presos – muitos deles, posteriormente executados – e milhares exilados ou condenados a trabalhos forçados. Desta forma, a burguesia francesa puniu a audácia de um povo que mostrou pela primeira vez que a classe trabalhadora pode tomar o poder em suas próprias mãos e dar origem a uma nova ordem social.


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França: pela retirada completa da “Lei de Segurança Global”!


Com 500 mil manifestantes em 70 cidades no sábado, 28 de novembro, a mobilização contra a “Lei de Segurança Global” foi massiva. Trata-se de um sucesso inequívoco para os defensores dos direitos e das liberdades democráticas, em estado de emergência, sob restrição de quarentena. Uma mobilização de acordo com a determinação da população, entre as quais se destacaram os jovens pela revogação da lei do liberticídio. Tudo isso mostra também a fraqueza política de Macron e do governo, uma ilustração da crise que abala o regime podre e não democrático da Quinta República.


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Argélia: 66 anos do início da libertação


Lembramos mais um aniversário da luta do povo argelino contra a ocupação francesa. A guerra de independência da Argélia durou oito anos de massacres, torturas generalizadas, prisões de militantes pelo exército francês e uma longa jornada de resistência do povo argelino pela autodeterminação e soberania nacional, com uma profunda importância para o resto dos territórios coloniais anglo-franceses na África.


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França: Notre-Dame, aqueles que fazem lenha da árvore caída


Como sempre, quando ocorre um fato dramático que comove com razão a população, não nos lançamos sobre ele em busca de algo oculto para especular sobre o que acaba de acontecer ou abusar das coincidências. Estão realizando investigações para determinar as causas do incêndio que devastou a catedral, que forma parte das joias do patrimônio da humanidade. Macron se precipitou sobre o sucesso como se ele mesmo tivesse começado o fogo. Triste palhaçada. A seguir, toda a chamada “classe política”, de todos dos bandos, fez seu número de união sagrada para salvar a NotreDame e se montar no assunto. Em meio a tudo isso, chegou Dupont-Feignant [1].


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