Na última terça-feira, 15, o padre Júlio Lancellotti denunciou nas redes sociais ameaça sofrida por um homem que estava numa moto: “Padre filho da p* que defende noia”. Este ataque ocorreu pouco tempo após o pré-candidato Artur do Val, do partido Patriota e MBL, desferir nas redes uma série de ataques e mentiras contra o padre.

Júlio Lancelloti é monsenhor e pároco da Igreja São Miguel Arcanjo, em São Paulo. O padre é internacionalmente reconhecido pelo trabalho social de toda uma vida e ações realizadas em defesa das pessoas em situação de rua na capital. Ainda na denúncia, afirmou que “Depois dos ataques de alguns candidatos à prefeitura contra mim, eu estou cada vez mais em risco. Quero deixar claro: se me acontecer alguma coisa, se alguém me atingir, se eu for atingido por alguém vocês sabem de quem é a culpa, de quem cobrar”.

Prestamos total solidariedade ao padre Júlio Lancellotti, vítima da sanha fascista que ataca e desfere mentiras contra dirigentes da esquerda, contra defensores dos mínimos direitos democráticos ou que realize ações sociais. O ódio da extrema-direita é contra o povo, contra a classe trabalhadora e as minorias hoje tão oprimidas.

A luta para esmagar a extrema-direita

A crise mundial do capitalismo abriu espaço para a luta das massas contra os planos de miséria oferecido pelos mais ricos. Hoje vemos mobilizações nos EUA em defesa das vidas negras, no Chile contra os restos da máquina pinochetista, Colômbia, Líbano, Bielorrússia, Irã e Sudão. Ao mesmo tempo, a crise também abriu espaço para movimentos da extrema-direita disputarem uma saída – de guerra contra o povo.

No Brasil, enquanto categorias de trabalhadores lutam por direitos e para não morrerem pela Covid-19 no ambiente de trabalho, Bolsonaro segue governando por meio de acordão com o parlamento, judiciário e a conivência de setores “progressistas” que preferem fazer oposição dentro da ordem. A estrutura que hoje sustenta Bolsonaro no poder é a mesma que vira toda atenção para as eleições municipais como redenção e fecha os olhos às reformas impopulares do governo, agora a administrativa que ataca o serviço público essencial à população.

A luta para derrubar o governo Bolsonaro-Mourão e esmagar os grupos da extrema-direita deve ser a mobilização massiva em defesa de nossas vidas e direitos. Basta de traições das principais direções da classe trabalhadora nos momentos mais decisivos. Nossa solidariedade ao padre Júlio Lancellotti e a toda(o)s que lutam. Nosso repúdio à sanha fascista.


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