A recente substituição do ministro da educação ao contrário do que muitos podem ter imaginado de maneira ingênua, não  veio no sentido de responder aos anseios da maioria da população e dos trabalhadores da área, mas sim de agilizar o processo de destruição do ensino público no país, único projeto do governo Bolsonaro para a área. O novo ministro, Abraham Weintrab, embora também já tenha dado declarações no mínimo polêmicas, não perde tanto tempo com elas, quanto o seu antecessor, Ricardo Veléz Rodríguez.  Como um bom homem de negócios, Weintrab é mais objetivo, e já chegou mostrando a que veio, anunciando o corte de 30% do orçamento das universidades federais. O que a princípio se resumiria a duas ou três universidades (Universidade Federal Fluminense-UFF, Universidade de Brasília-UNB e Universidade Federal da Bahia-UFBA), acusadas de promoverem “balbúrdia” (lêia-se debates políticos e de ideias) passou em poucos dias a regra geral, e hoje já temos universidades de norte a sul do país lançando notas em que dizem que caso o governo não volte atrás, sequer terão como terminar o ano letivo.

 Essa é apenas mais uma demonstração de que Jair Bolsonaro não está preocupado com a educação nem com a juventude e os trabalhadores, e que representa uma séria ameaça à autonomia das universidades, Institutos federais de educação. O seu único compromisso é com os capitalistas e o imperialismo, e é para eles que ele aplica o seu programa de ataque aos direitos da maioria da população, como a “Reforma” da Previdência. Ao mesmo tempo, a classe trabalhadora e os estudantes têm dado várias demonstrações de que não estão dispostos a entregar suas conquistas de décadas de bandeja para este governo reacionário. Apesar da vacilação das centrais sindicais, o 1º de Maio unificado reuniu uma multidão em São Paulo e em outras cidades do país, e marcou a data da Greve Geral para 14 de junho. Apesar de ser um passo importante, somente a pressão das bases irá garantir que de fato a Greve saia do papel. Também no dia 15 de maio está sendo chamada uma greve nacional da educação, em defesa da Previdência e contra os cortes e os ataques às universidades públicas. Pelo que se tem visto nos últimos dias, desde que foi confirmado pelo MEC o corte de 30% do orçamento para todas as universidades federais, com diversas manifestações de estudantes em diferentes estados do Brasil, o 15M tem todas as condições de ser um grande dia de luta, e uma preparação para a Greve Geral.

Somente a luta organizada e coletiva poderá derrotar o governo e defender as conquistas de décadas da classe trabalhadora e da juventude. A Alternativa Socialista se soma a essa luta, e chama todas e todos aqueles que defendem uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade a se somarem também.

Abaixo à Reforma da Previdência!

Abaixo os cortes na educação!

Todas e todos ao 15M e rumo à Greve Geral!


Alternativa Socialista
Anticapitalistas em Rede/Brasil