O guerreiro Kwahu Tenetehar (Paulo Paulino Guajajara), membro do grupo de autodefesa “Guardiões da Floresta”, da Terra Indígena Araribóia, no Maranhão, foi assassinado em uma emboscada a mando de madeireiros que exploram as florestas da região e mantém ligações com partidos da base de apoio do governador Flávio Dino (PCdoB). Outro guardião, Tainaky Tenetehar (Laércio Guajajara) foi ferido, baleado no braço e nas costas.

Assim como a Guarda Florestal Ka’apor, de seus vizinhos ao norte, os indígenas patrulham seu território e ao encontrar com madeireiros, destroem suas máquinas e expulsam os invasores. Isso tem causado diversas ameaças de morte, denunciadas aos governos estadual e federal. Esses grupos de autodefesa foram criados devido à completa ausência de órgãos como IBAMA e FUNAI, propositadamente sucateados, dificultando a proteção das Terras Indígenas dos Guajajara, Awa-Guajá e Ka’apor, constantemente ameaçadas por madeireiros e pecuaristas no Maranhão.

É necessário exigir que os governos estadual e federal reconheçam e respeitem a forma de auto-organização dos povos indígenas, garantindo o envio imediato de equipamentos e pessoal para a proteção das florestas e áreas indígenas da região.

Também devemos combater e substituir o modelo predatório do agronegócio, que extrai bens comuns e destrói nossa terra para garantir lucro aos capitalistas. Exigimos que o desmatamento seja interrompido imediatamente na área do entorno das TIs, e que sejam os moradores que definam o quê, como, e quanto produzir, de acordo com as necessidades sociais de produção e não com o lucro.

Todo apoio à autodeterminação dos povos Guajajara, Awa-Guajá e Ka’apor.

Todo apoio às ações dos Guardiões da Floresta (guajajara) e da Guarvda Florestal (ka’apor).

Punição aos mandantes e aos assassinos de Paulo Paulino Guajajara.


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