por Alternativa Socialista – PSOL

Nas vésperas do Dia da Consciência Negra, assistimos um novo ato de racismo sanguinário, perverso e cruel. Fazendo uso do poder da força que o Carrefour impulsiona, dois seguranças espancaram até a morte um cliente que “casualmente” tem sua pele cor negra.

O racismo estrutural e sistêmico provoca a taxa de homicídio entre as pessoas pretas – 43,1 entre 100 mil habitantes. No Brasil, a cada 100 assassinatos, 75 são pessoas negras, segundo os últimos dados do ano 2019. Uma dinâmica que gera um estado de repressão, encarceramento e morte da população negra.

A noite da quinta-feira, dois homens brancos, seguranças do supermercado Carrefour, conhecido por seu desprezo pela vida humana e animal, foram atores de um crime de ódio racial. Isso não pode ficar impune. Um deles é Policial Militar temporário, o que coloca a responsabilidade que essa instituição tem na formação de policiais racistas, violentos e assassinos. A cínica desculpa do supermercado não evitará que os atos pelo dia da Consciência Negra hoje em todo o país se transformem num repúdio massivo contra o Carrefour, pela exigência de justiça para João Alberto Silveira Freitas e cadeia para os seus assassinos.

Carrefour diz que "lamenta" assassinato em sua loja - Brasil 247

A palavra de ordem “Vidas Negras Importam”, que corre o mundo, hoje é gritada num Brasil que sofre de racismo. É urgente combater essa atrocidade com políticas imediatas como formação antirracista nas forças de segurança e fortes penas para autores de atos racistas. Mas nossa luta não pode ficar aí. Antes de lamentar a chacina do povo negro, temos que lutar contra o sistema de opressão em sua origem, que favorece a classe social, beneficiada da alta exploração, e que tenta se aproximar da abolida escravidão, estendendo uma ideologia de ódio racial e de classe como justificativa. Justiça para Beto! Cadeia aos assassinos. Punição para o Carrefour.

Vidas Negras Importam!


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