“NÃO SEREI INTERROMPIDA!” – Marielle Franco

Assinam: Alternativa Socialista/PSOL, Luta Socialista/PSOL e Coletivo Feminista Marielle Vive

Em 14 de março de 2018, a vereadora do PSOL Marielle Franco foi brutalmente executada, junto com seu motorista Anderson. Crime até o momento não solucionado, e seus executores e mandantes, que estão intimamente ligados à família Bolsonaro, ainda não foram devidamente responsabilizados. Em contrapartida, neste mesmo dia, uma semente foi plantada, vozes em todo Brasil ecoaram: MARIELLE VIVE!

Mulher negra, mãe, lésbica e professora, incansável representante do Complexo da Maré no RJ, mas poderia ser de qualquer outra periferia brasileira. Destacava-se por ser uma obstinada defensora dos direitos fundamentais da população da favela e dedicou a vida a denunciar as violações e abusos cometidos por policiais em serviço e execuções extrajudiciais. Também foi árdua defensora dos direitos dos familiares de policiais mortos em serviço.

Sua luta deu voz ao conjunto das mulheres trabalhadoras, que sofrem de maneira estrutural as diversas formas de violência, seja ela doméstica, sexual e/ou o feminicídio. Nós mulheres periféricas, diferentemente das mulheres economicamente privilegiadas, estamos sobrecarregadas pelo trabalho doméstico, com baixos salários, dupla jornada de trabalho, sem acesso à saúde pública de qualidade e a aborto legal e seguro, menos ainda a acesso a creche pública e educação de qualidade para nossos filhos e netos.

Dentre nós, as mulheres negras são notoriamente as mais exploradas, são as que mais ocupam postos de trabalho precarizados e terceirizados, com salários mais baixos do que o das mulheres brancas. As LBTs são massacradas com crimes de ódio, como estupro corretivos e assassinatos. As mulheres indígenas sofrem com genocídio de seus povos e a destruição de suas comunidades, além de todas as violações e exclusões sofridas ao tentarem inserir-se nas cidades.

Neste período de pandemia mundial de Covid-19 outras pandemias se destacaram, aquelas que já estão presente na vida das mulheres muito antes do vírus: a da violência contra as mulheres, da misoginia e do racismo.

A semente de luta de Marielle, mesmo após sua trajetória ser brutalmente interrompida, germinou e se espalhou, tornando-se referência na luta contra o silenciamento das violências, o abandono do estado, a falta de condições para uma vida digna e a retirada de nossos direitos.

Passados mais de 800 dias após o crime seguimos na luta por justiça para Marielle, exigindo saber quem mandou matar, e por todas nós, pois as vidas das mulheres importam, vidas negras e indígenas importam, e unindo forças para derrotar Bolsonaro/Mourão e todos os governos que atacam nossas vidas e nossos direitos, propondo um novo modelo econômico e social, que leve a derrocada do sistema capitalista excludente, misógino e machista.

  • PARTICIPE da campanha internacional “Quem mandou matar Marielle?”, tire uma foto com um cartaz com as tagas:

#QuemMandouMatarMarielle

#JustiçaPorMarielleéLutarContraORacismo

#JustiçaporMarielleéLutarContraoFeminicídio

#JustiçaporMarielleETodasasVidasNegras

#MaisVidasNegrasMenosRacismo

#VidasNegrasImportam

#ChegaDeViolenciaContraaMulher

#BastaDeViolenciaContraaMulher 

Assinam: Alternativa Socialista/PSOL e Luta Socialista/PSOL


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *