Em maio Bolsonaro bloqueou parte do orçamento para as universidades federais. O corte de quase 30%, segundo o Ministério da Educação, se aplica aos gastos não obrigatórios, como água, eletricidade, terceirização, obras, equipes e pesquisas. Acontece que sem estes “gastos não obrigatórios” as universidades não poderão seguir funcionando normalmente. Os professores organizados em distintos sindicatos denunciam que, mantendo o corte anunciado pelo governo, as universidades públicas não poderão abrir suas portas no próximo semestre, ou inclusive correm o risco de paralisar as atividades nas próximas semanas, interrompendo já este semestre.


Marchamos em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade

Na terça-feira (13), em 85 cidades de todo o Brasil saímos às ruas para enfrentar o corte e esta tentativa de privatização de Bolsonaro Somos muitos os que lutamos pela universidade pública à serviço da classe trabalhadora e nos indignamos diante das políticas de ajuste que este governo quer aplicar. Por isso, exigimos que as centrais sindicais, os sindicatos e as entidades estudantis convoquem urgentemente um plano nacional de luta que organize e dê força a esta luta.

A partir da Alternativa Socialista, seção da LIS (Liga Internacional Socialista), participamos da mobilização e chamamos a colocar de pé um plano de luta coordenado e unificado em todas as facultades, convocando assembleias para discutir democraticamente as próximas medidas a serem tomadas. Se o governo tentar privatizaram nosso direito à educação, nós lhe responderemos: não passarão!


Diante da direita, uma alternativa política anticapitalista

Também apresentamos a necessidade de enfrentar o conjunto de medidas antipopulares que este governo, sob linha e exigências de Trump, pretende jogar sobre a classe trabalhadora, os povos originários e os setores populares brasileiros. Neste domingo o projeto direitista de ajuste na região recebeu um golpe pelos resultados eleitorais na Argentina, que debilita principalmente a Macri, mas também golpeia Bolsonaro ao deixá-lo sozinho tentando descarregar a crise sobre o povo trabalhador e avançar em medidas reacionárias contra nossa classe.

É preciso construir uma alternativa política independente dos partidos que já governaram e que apresente medidas radicais diante do tremendo ataque direitista contra nossas conquistas e direitos. Há companheiras e companheiros que opinam que para deter Bolsonaro devemos nos unir com todos os setores que se digam opositores, inclusive o PT. Nós estamos convencidos que para enfrentar a direita faz falta um programa que parta de romper com os planos imperialistas de ajuste, defender o público, aumentar o orçamento para saúde e educação, reformar o sistema impositivo para que seja pago pelos que tem mais, aumentar salários e aposentadorias para que nenhum trabalhador ou trabalhadora esteja abaixo da linha da pobreza, entre outras medidas urgentes e necessárias. Bolsonaro precisa sair, precisamos unir todas nossas lutas e realizar uma greve geral já!

Nossa organização se coloca à serviço desta construção e chamamos os e as companheiras do PSOL e dar força a estas ideias dentro do partido e fortalecer a ferramenta política que precisamos. Por uma alternativa anticapitalista e socialista para enfrentar a direita, que convidamos a militar com a gente.