Por Alternativa Socialista – LIS, Brasil

A partir da Liga Internacional Socialista, enviamos nossa solidariedade aos companheiros e companheiras que no estado do Amazonas tem defendido a vida contra os governos que escolhem os lucros. Nos juntamos à Campanha Urgente pelo Amazonas e gritamos com vocês: #SOSAmazonas

Enquanto o mundo vê os níveis de contágio caindo, o Brasil atinge um número recorde de mortes e contágios. Uma média diária de 1.423 mortes na última semana, com vacinas insuficientes, hospitais superlotados, trabalhadores de saúde exaustos e uma crise social crescente. Este é o cartão-postal de um país que sofre. Bolsonaro e o ministro da saúde, Pazuello, nada fazem além de ignorar as recomendações de saúde e continuam a infame campanha negacionistaa fim de garantir lucros para poucos.

No estado do Amazonas, e sua capital Manaus, as políticas federais atingem mais duramente porque se combinam com a situação social e econômica crítica de um estado historicamente devastado pelo agronegócio, o extrativismo e um polo industrial com trabalhos precários e baixos salários. Além disso, o sistema de saúde está em péssimas condições, sendo capaz de responder precariamente à demanda por cuidados de saúde de um estado de grandes dimensões e que somente Manaus possui leitos de UTI. Se em condições normais a situação é crítica, em meio a uma pandemia é ampliada.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (Partido Social Cristão – PSC) tem feito o contrário das recomendações e alertas que diferentes organizações de saúde, sociais, sindicais e políticas alertam. Como afirmam companheiros do Amazonas, ele decidiu conscientemente contar as mortes em vez de salvar vidas. É por isso que a situação é desesperadora ao ponto de faltar oxigênio para os hospitais, ou a falta de sedativos para evitar o sofrimento daqueles que precisa ser entubados. Não administravam adequadamente a ordem.

Somamos ao grito #SOSAmazonas e exigimos que seja declarado estado de emergência, com todos os fundos necessários para responder a esta situação crítica em defesa de um verdadeiro Sistema Único e Universal de Saúde, com financiamento suficiente para fornecer assistência médica de qualidade à população, pelo fim de patentes das vacinas e garantir a produção estatal a toda população, por uma renda básica de emergência para toda a classe trabalhadora com empregos formas, precários ou informais.

Por tudo isso, somos parte dos que gritam Fora Bolsonaro e Mourão, por um governo dos trabalhadores, das trabalhadoras e o povo pobre!

Para participar da campanha, envie-nos sua foto com o cartaz #SOSAmazonas para nas páginas no Facebook e Instagram: @alternativasocialistapsol e compartilhe-as em suas redes para expandir a campanha.

Reproduzimos a convocatória da campanha:

Campanha urgente pelo Amazonas:

SOS-Amazonas!

Companheiros e companheiras, diante do aprofundamento da crise sanitária e social provocada pela pandemia de Covid-19, lançamos um chamado para desenvolvermos uma campanha de solidariedade com o povo amazonense e levantarmos nossas vozes para que tanto osgovernos federal, estadual e municipal tomem medidas urgentes de enfrentamento à pandemia e proteção às VIDAS.

Nossos irmãos e nossas irmãs estão no epicentro dessa pandemia e sofrendo a pior crise deste sistema podre que escolhe lucros em detrimento de vidas. Hoje o Brasil inteiro padece a triste marca de 250 mil mortes por responsabilidade direta e indireta do governo Bolsonaro e sua trupe de militares servis ao capital como o (des)Ministro da Saúde Pazuello que conscientemente escolheram CONTAR MORTOS AO INVÉS DE SALVAR VIDAS. Masno Amazonas a situação é terrivelmente mais grave e está se expandindo para o restante do país.

Faltam leitos, medicamentos, oxigênio e agora amarram pessoas nos leitos para que não se debatam devido à falta de sedativos. Ocorre que ao realizar o procedimento e mesmo enquanto a pessoa estiver intubada, é necessário ser sedada, pois é tudo muito incômodo e doloroso.

O governador Wilson Lima é responsável direto e indireto pela dramática situação já que rejeitou todas e cada uma das recomendações que especialistas na matéria vêm alertando insistentemente. Assim procedeu durante a 1ª onda quando decretou o retorno às atividades escolares, e assim segue na 2ª onda permitindo o funcionamento normal do estado, como se nada estivesse acontecendo e pessoas não estivessem morrendo. Registramos que em menos de 2 meses de 2021 já morreram mais pessoas no Amazonas que durante todo o ano de 2020.

A situação no estado de Amazonas é, portanto, de uma gravidade emergencial e não há tempo a perder. É urgente fazermos extensivo esse grito de SOS-Amazonas! Que o povo trabalhador em seus lugares de trabalho, nos sindicatos, nos bairros, nas organizações sociais e políticas e os parlamentares de esquerda façam suas declarações públicas e toda ação de solidariedade que surja. E que inundemos as redes sociais com o #SOSAmazonas e fotos com cartazes com essa mesma consigna.