As principais centrais sindicais do país convocaram de maneira unificada, para o próximo dia 22 de março (sexta-feira), um dia nacional de luta em defesa da Previdência contra a “reforma” do governo de Jair Bolsonaro, com a perspectiva da organização de uma greve geral. Esse é o primeiro passo concreto dado pelas centrais após a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora em São Paulo no dia 20 de fevereiro no sentido de organizar os trabalhadores contra os ataques do governo federal. Será um dia importante para dialogar com a população e desmentir a propaganda falsa do governo que insiste em dizer que a Previdência é deficitária e que não há outra saída senão “reformá-la”, ou que se trata de cortar “privilégios”. Também será uma oportunidade de medir a real disposição das direções sindicais em empreender a luta pela garantia do direito à aposentadoria, e de convocar as suas bases para lutar ao invés de apostar nas negociações a portas fechadas com o governo.

 Não resta a menor dúvida de que essa “reforma” é só mais uma tentativa do governo de fazer com que os trabalhadores paguem uma conta que não é deles. Já dissemos mais de uma vez, que não existe rombo na Previdência Social, e que se não se arrecada mais é porque, entre outras coisas, se insiste em perdoar as dividas bilionárias de empresas e bancos que deveriam contribuir para o INSS. Além disso, existe a chamada DRU, ou Desvinculação de Receitas da União, um mecanismo criado por FHC e mantido por todos os governos seguintes que permite ao governo federal retirar uma certa porcentagem da recita de uma determinada área – no caso da seguridade social, incluindo aí educação, saúde e Previdência – e se utilizar desses recursos para outro fim, quase sempre para pagar os juros da dívida pública fraudulenta. Somos veementemente contrários a essa política, porque além de condenar grande parte do orçamento público para o pagamento de uma dívida injusta, acaba fazendo com que seja a classe trabalhadora e o povo pobre que pague pelo prejuízo criado pelo próprio governo. Nesse sentido, defendemos o não pagamento da dívida pública!

  Bolsonaro é inimigo dos trabalhadores, e ao contrário do que diz sequer está preocupado com os interesses do pais. A sua passagem vergonhosa pelos Estados Unidos deixa claro qual deverá ser a posição do Brasil frente às potencias imperialistas pelo tempo em que ele seguir na presidência da República. O lema “Brasil acima de tudo” é apenas mais uma das várias mentiras contadas por ele e sua equipe durante a campanha, e serve apenas para disfarçar o seu verdadeiro proposito que é o de privatizar o que for possível, e vender o pais a preço de banana, deixando os brasileiros cada vez mais pobres e sem direito sequer à saúde e educação gratuitas e de qualidade. Bolsonaro é um capacho de Donald Trump, e servirá apenas como executor dos planos de dominação do imperialismo ianque sobre a América Latina.

A resposta dos debaixo precisa ser dada nas ruas, contra a reforma da previdência e as demais medidas anti-operárias e reacionárias do governo federal. O papel das centrais sindicais é o de organizar as suas bases e convocar os trabalhadores e as trabalhadoras para a luta, marcando imediatamente a data de uma greve geral para parar o país e deixar claro que esse mais esse ataque não será aceito.  Somente a luta coletiva e organizada das trabalhadoras dos trabalhadores e da juventude poderá derrotar a “reforma” e o governo ultraliberal e entreguista de Bolsonaro.

Nenhum Direito A Menos!

Não à Reforma da Previdência!

Construir a Greve Geral!


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